O Sindicato Nacional da Proteção Civil (SNPC) reagiu, hoje, às declarações do Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores (SNBS), relativas à decisão da Câmara Municipal de Machico de integrar 21 operacionais na carreira de bombeiro sapador, conforme noticiada pelo DIÁRIO.

Em comunicado, o SNPC considera que estes profissionais exerceram, durante vários anos, funções correspondentes à carreira de bombeiro sapador, apesar de estarem remunerados como assistentes operacionais. Segundo o sindicato, “trabalharam como bombeiros sapadores, foram tratados como assistentes operacionais e receberam como tal”, sustentando que esta situação constituiu “a verdadeira ilegalidade” e uma “injustiça que se arrastou no tempo”.

A estrutura sindical afirma ter acompanhado o processo desde o início, referindo que foi “a única estrutura sindical que assumiu, sem ambiguidades, a defesa da correção desta situação”, acrescentando que insistiu na regularização do enquadramento profissional dos trabalhadores.

O SNPC manifesta ainda estranheza perante as posições agora assumidas pelo SNBS, defendendo que a decisão do presidente da Câmara Municipal de Machico de integrar os operacionais na carreira “não é um capricho político”, mas antes “a correcção de uma incongruência evidente” e o cumprimento de um compromisso anteriormente assumido.

No mesmo comunicado, o sindicato reafirma o apoio aos 21 operacionais, considerando que vêem agora reconhecida “a carreira que já desempenhavam na prática há vários anos”, sublinhando que “a dignidade profissional não é uma ameaça à legalidade. Pelo contrário, é a sua concretização”.

O Sindicato Nacional da Proteção Civil garante que continuará “vigilante, firme e determinado na defesa de todos os trabalhadores da protecção civil”, dando este processo como concluído, embora assegure acompanhamento futuro da situação.