Na primeira intervenção da sessão
plenária desta quinta-feira na Assembleia Legislativa da Madeira, o líder
parlamentar do PSD, Jaime Filipe Ramos, as “tentativas de branqueamento” e o “discurso
falso” do PS, Chega e JPP sobre as alterações ao subsídio de mobilidade aérea,
lembrando que estes partidos “nada fizeram”, durante anos, para corrigir o
sistema.
“Do PS só promessas e adiamentos em 9
anos. Houve um bloqueio do PS”, afirmou o chefe da bancada ‘laranja’. Sobre o
Chega, recordou que as recentes palavras do respectivo deputado na Assembleia da
República, Francisco Gomes, que disse que “o sistema [do subsídio de
mobilidade] esteve sempre inquinado”, mas que, em 2015, quando era deputado do
PSD, aprovou a lei que instituiu o mesmo sistema. “Eu vi a energia do deputado
Francisco Gomes. Mas o que estava na proposta do Chega é mais próxima do
Governo da República. Mantém a obrigação de declarações fiscais”, avançou Jaime
Filipe Ramos, que desafiou o deputado Miguel Castro a esclarecer a “trapalhada”,
pois no parlamento regional aquele partido é contra a exigência de não dívida
às Finanças e Segurança Social.
Já “o JPP faz uma traição à Madeira”,
disse Jaime Filipe Ramos, denunciando que o deputado Filipe Sousa votou contra
a proposta oriunda da Assembleia da Madeira para alterar o subsídio de
mobilidade.
Jaime Filipe Ramos deixou ainda claro que
o seu partido considera que ”a actual plataforma [para reembolso das viagens] não
serve”, pois é pouco eficaz, mas também entende que entre ir para uma fila dos
CTT e uma plataforma, os madeirenses preferem esta última solução.
Por fim, o líder parlamentar
social-democrata criticou o “discurso autoritário e até de desrespeito” da AD (PSD
e CDS) na Assembleia da República sobre o subsídio de mobilidade e afirmou que
não aceita ”a tentativa de tentar silenciar” os seis deputados insulares no
parlamento nacional. “Agora não aceitamos que [os partidos da oposição] o usem
para branquear a sua irresponsabilidade e até incompetência”, concluiu.
