
As recentes declarações do líder parlamentar do PSD sobre a mobilidade aérea entre as Regiões Autónomas e o continente não são um detalhe político. Revelam uma visão preocupante de como, por vezes, se tratam direitos constitucionais como se fossem favores ocasionais.
A mobilidade aérea para a Madeira e para os Açores não é um privilégio. É um instrumento de correção de uma desigualdade estrutural: a insularidade. Quem nasce e vive numa ilha não escolheu estar separado pelo mar. Essa condição impõe custos acrescidos na educação, na saúde, no trabalho e até na vida familiar. Cabe ao Estado mitigar essa desvantagem, garantindo que a distância não se transforma em exclusão.