A secretária Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula
Margarido, visitou esta segunda-feira, 23 de Fevereiro, o Estabelecimento Vila
Mar, no Funchal.
Durante a visita, Paula Margarido sublinhou que “o acolhimento residencial pode ser profundamente transformador” e que o estigma associado a estas estruturas “é injusto”.
“O Vila Mar é muito mais do que uma resposta social. É uma casa que combate preconceitos, onde o rigor e a disciplina andam de mãos dadas com os afectos, como se de uma família se tratasse”, afirmou.
A governante destacou a abordagem da equipa, referindo que a
integração de cada jovem é antecedida por um momento de escuta e partilha,
criando uma relação de confiança duradoura. “Não há guiões fechados, há escuta
activa. Há disponibilidade para ouvir o medo e transformá-lo em esperança”,
disse, acrescentando que muitos jovens encontram ali “estabilidade, afecto e um
porto seguro”.
Foi ainda salientada a continuidade do acompanhamento após a
saída, numa fase exigente do processo de autonomia. “O trabalho não termina
quando o jovem sai. Há uma porta sempre aberta. O acolhimento não é ponto
final, é ponto de viragem”, reforçou.
A visita contou também com a presença de Nivalda Gonçalves, presidente do Instituto de Segurança Social da Madeira (ISSM), e de Paula
Mesquita, Diretora do Departamento de Apoio à Família, Infância e Juventude do
ISSM.
O Estabelecimento Vila Mar acolhe actualmente 23 jovens e conta com
35 profissionais. Dispõe de três unidades de acolhimento, incluindo uma de
Autonomia, orientada para a preparação da vida adulta. Entre rotinas, regras
construídas com os jovens e estímulo ao desenvolvimento pessoal, uma mensagem
resume o espírito da casa: “Aqui cuidamos uns dos outros”.
