Chama-se Luís, tem 32 anos, é oriundo de uma família de
Testemunhas de Jeová, já esteve emigrado em Londres, mas hoje mora na Camacha e
trabalha numa empresa de carga. Mas também pode ser apresentado como Bilal ou “escravo
de Deus”, um jovem que se converteu ao Islamismo quando esteve preso numa cadeia inglesa e que defende e promove na Internet
as suas correntes e práticas mais radicais e violentas, como a Guerra Santa (Jihad),
a lei islâmica (Sharia) e o terrorismo do Estado Islâmico.
É devido a esta segunda versão da sua vida que Luís foi acusado pelo Ministério Público da prática de dois crimes de incitamento ao terrorismo (cada crime com pena até 6 anos de prisão) e dois crimes de glorificação do terrorismo (cada crime com pena até 5 anos de prisão). Este processo será abordado com profundidade na edição impressa do DIÁRIO de amanhã, mas hoje é possível avançar algumas informações.
