A polícia italiana anunciou ontem ter detetado ciberataques contra o Ministério do Interior que visavam obter informações sobre dissidentes chineses em Itália.

"Nenhum dado sensível relacionado com atividades operacionais parece ter sido roubado", afirmou a polícia num comunicado, acrescentando que as suas conclusões foram encaminhadas para as autoridades judiciais.

O jornal La Repubblica noticiou que os ciberataques ao Ministério do Interior aconteceram entre 2024 e 2025 e prejudicaram a crescente cooperação entre a Itália e a China no combate ao narcotráfico, ao cibercrime, ao tráfico de pessoas e ao crime organizado.

Esta cooperação incluía, em particular, a colaboração para investigar as atividades de grupos mafiosos chineses rivais no centro têxtil de Prato, perto de Florença.

Segundo o jornal, os piratas informáticos chineses obtiveram uma lista com aproximadamente 5.000 polícias, muitos dos quais tinham missões sensíveis, como contraterrorismo e monitorização de dissidentes chineses que procuraram refúgio em Itália.

"As atividades maliciosas foram rapidamente detetadas pela polícia durante a monitorização de rotina dos sistemas informáticos do Ministério do Interior", acrescentou a polícia no comunicado.