Uma missão arqueológica egípcia revelou um sítio pré-histórico na
Península do Sinai (nordeste), com desenhos realizados com tinta vermelha num
abrigo rochoso, datados entre 10.000 e 5.500 a.C. e correspondentes às
atividades dos primeiros humanos.
"A missão arqueológica egípcia do Conselho Supremo de
Antiguidades, a trabalhar no sul do Sinai, descobriu um dos sítios
arqueológicos mais importantes, de excecional valor histórico e artístico, que
não tinha sido descoberto anteriormente", realçou na quinta-feira o
Ministério das Antiguidades do Egito.
Em comunicado, o ministério indicou que as cenas e pinturas
rupestres, de acordo com o estudo preliminar, estavam divididas em vários
grupos cronológicos; o grupo mais antigo, pintado de vermelho no teto do abrigo
rochoso, data de entre 10.000 e 5.500 a.C. e retrata cenas de vários animais,
refletindo a vida naquela época.
Inclui ainda cenas esculpidas que mostram um caçador com arco a
caçar um íbex, acompanhado por vários cães de caça, num relevo que
"reflete os estilos de vida e as atividades económicas das primeiras
sociedades humanas".
Outros grupos de pinturas incluem cenas de camelos e cavalos de
várias formas, montados por indivíduos armados.
Algumas destas são acompanhadas por inscrições nabateias,
indicando "períodos históricos posteriores" e a presença de diversas
interações culturais e civilizacionais na região.
Um grupo de inscrições em árabe também foi documentado, fornecendo
evidências importantes do uso contínuo do sítio durante os primeiros períodos
islâmicos e posteriores.
De acordo com o comunicado, a missão egípcia conseguiu documentar
completamente o sítio, que inclui um abrigo rochoso de arenito formado
naturalmente, com mais de 100 metros de comprimento, na encosta leste do monte
Um Erak.
A sua profundidade varia entre os dois e os três metros, enquanto
a altura do teto varia entre aproximadamente um metro e meio e meio metro.
O sítio arqueológico do monte Um Erak está localizado numa área
arenosa a cerca de cinco quilómetros a nordeste do templo faraónico de Serabit
al-Khadim e das áreas de mineração de cobre e turquesa, numa localização
estratégica proeminente com vista para uma vasta área aberta.
