O segundo dia do 35.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo abre com um olhar para o mundo em permanente
mudança que acelerou e que está em todo o lado, ao mesmo tempo. A geopolítica
deixou de ser só pano e ruído de fundo e hoje não há como contorná-lo.
Influencia decisões, mercados e fluxos turísticos. Ignorar este contexto é
decidir às cegas. O sector precisa de ler o Mundo como ele é e tentar perceber
como poderá ser. E agir em conformidade.
O Director-geral da 5 P's, João Prata,abre a sessão, que
terá um olhar para “Portugal no tabuleiro do Mundo em 2026”, a cargo da investigadora
do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) da Universidade Nova
de Lisboa, Raquel Vaz-Pinto, que também participa no debate moderado pelo
jornalista Paulo Baldaia , intitulado ‘O Mundo mudou. E agora?’, que conta
ainda com a intervenção da especialista em geopolítica do Médio Oriente,
política externa da UE e segurança internacional, Ana Santos Pinto.
‘O Turismo num Mundo Imperfeito’ é tema da intervenção da Vice-presidente
executiva AHP, Cristina Siza Vieira.
Da política internacional, o congresso convida os hoteleiros
a aterragem no território e comunidade, pois entende que os destinos não são
neutros e que sem comunidades vivas, não há turismo forte nem futuro
sustentável. A relação entre hotelaria, território e pessoas é um factor
crítico de competitividade. O sentido de pertença é parte do destino.
Oportunidade para ouvir a editora de Sustentabilidade da
Condé Nast e fundadora Mr. & Mrs. Smith, Juliet Kinsman, que responderá à questão “What's giving us
hope?”. “Território e Comunidade” que é tema de debate antes do almoço,
moderado pelo ex-presidente Turismo de Portugal, o madeirense Luís Araújo e que
tem como participantes a editora de ‘A Mensagem de Lisboa’, Catarina Carvalho,
o representante da ‘Zambujal 360º’ e Presidente Associação Caza, Vitor Monteiro
e da fundadora de ‘A Vida Portuguesa’, Catarina Portas, cabendo à jornalista e
fundadora Madremedia e Next Big Idea, Rute Sousa Vasco, apresentar conclusões
Na parte da tarde do intenso segundo dia de trabalhos o foco
assenta no crescimento e competitividade. “Crescer por crescer não chega. O
jogo é outro. Mais valor, menos volume. Portugal compete num mercado global
agressivo e altamente profissional. Questionar modelos e desafiar estratégias
deixou de ser opcional. Não decidir também é uma decisão”, entende a AHP.
“O seu Futuro, a nossa Garantia” é tema de abordagem do
Presidente do Conselho de Administração Garantia Mútua, Joaquim Pinheiro.
Segue-se ‘Innovating Together’, com a intervenção do director académico Nova
SBE Westmont Institute of Tourism & Hospitality, Graham Miller.
“Inovar é Crescer”, novamente moderado por Luís Araújo, faz
subir ao palco o Presidente do Conselho de Administração da Renova, Paulo
Pereira da Silva, do modelo e empresário, Armando Cabral e da artista plástica,
Joana Vasconcelos.
Como sem pessoas, não há hotelaria e como atrair, formar e
reter talento é hoje um dos maiores desafios, a AHP
fecha o dia de olhos nos recursos humanos e nas equipas que “não se seguram com discursos”, pois “exigem condições, propósito e futuro”, sendo certo que quem
não acordar para esta realidade “vai
continuar a perder pessoas”.
“Cultura com Propósito. Liderança e cultura organizacional”
é tema para a intervenção do Founder & Former CEO da PHC Software, Ricardo
Parreira, a que se junta o CEO da DHM, Luís Mexia Alves e o Managing Partner
Memmo Hotels, Rodrigo Machaz. Cabe-lhe depois moderar o debate “Equipas do
Mundo: O novo desafio da Liderança - recrutamento, formação e retenção em
contextos multiculturais e sazonais”, no qual participam o CEO do grupo
hoteleiro madeirense PortoBay, Cláudio Santos; o director de Operações Grupo Great
Creations Collection Hotel, Pedro Pinto e Administradora do Solar dos
Presuntos, Carolina Cardoso.
A fundadora da OFF!CINA, Vera Machaz, fecha a longa jornada na Alfândega do Porto,
com “Cuidar de quem cuida: Como melhorar a saúde e bem-estar emocional das
nossas equipas”.