O secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, garante que o peso económico do sector que tutela é significativo, pois gerou cerca de 29,1 mil milhões de euros em receitas em 2025, e estima
que em 2026 Portugal possa crescer “2/2,5% em fluxo de dormidas” e “entre
5/6/6.5% em receitas”.
Neste contexto, entende que importa desmontar três “mitos urbanos”, defendendo que “não há turismo a mais
em Portugal”, que “o fantasma da imigração” deve ser combatido e que “o turismo
não é o responsável pela falta de habitação”, sublinhando que o sector contribui
para a reabilitação urbana e revitalização económica.
Na intervenção na sessão de abertura do congresso da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), o governante também defendeu a
necessidade de simplificar os processos administrativos no sector, afirmando
que o objectivo é “que a solução encontrada possa resolver problemas críticos
que todos nós conhecemos, que são a celeridade, licenciamentos e outros que
muitas vezes atrofiam aquilo que é o investimento”.
Por isso, revelou que o Governo está a trabalhar na revisão dos regimes jurídicos dos
empreendimentos turísticos e do comércio e serviços, sublinhando que “não
queremos de facto criar aqui um novo paradigma, queremos é que a solução
encontrada possa resolver problemas críticos”.