"O Turismo em Portugal está saudável. Nunca como no ano passado os
turistas gastaram tanto dinheiro em Portugal. Os números oficiais de 2025 já revelaram
um novo recorde no que respeita ao consumo dos visitantes. As receitas turísticas no país cresceram 6,1% em 2025, atingindo um novo
máximo de 29,4 mil milhões de euros, superando as receitas de 27,7 mil milhões
de euros registadas em 2024".
Os dados foram revelados pelo presidente da Confederação do Turismo De Portugal, Francisco Calheiros, na sessão de abertura do 35.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), sublinhando que o "crescimento sustentável" é não só importante para o Turismo, mas
também para o crescimento do país, já que os resultados do Turismo beneficiam
todos os sectores de actividade.
Com o motor do Turismo bem oleado e com a força necessária para
puxar a economia nacional, Calheiros realçou que as receitas têm crescido mais que as dormidas, op que significa que "a qualidade impera sobre a quantidade e assim gera mais valor para o país".
No seu entender, o acelerar a actividade turística, para garantir um crescimento
sustentável, que dê mais valor ao sector e ao País, importa continuar a seduzir
turistas com maior poder de compra e que estejam disponíveis para pagar preços
mais elevados.
Nesse particular, entende que "os Estados Unidos são um bom exemplo de mercado que gera valor e no qual
temos de continuar a apostar". Mas não só. "Também o mercado asiático continua a
ser importante, por isso, devemos continuar o investimento de captação de
turistas, por exemplo, na China, no Japão e na Coreia do Sul", opina.
Refere que a ligações aéreas têm aqui um papel determinante. e que as
actuais ligações directas com cidades dos Estados Unidos e com a capital da
Coreia do Sul são essenciais e será até desejável haver um reforço destas
ligações.
Apesar dos números positivos, "continuamos com uma pedra no sapato!". Tudo porque para que haja reforço de ligações aéreas e para que mais aviões
possam aterrar em Portugal, "é preciso um Novo Aeroporto!". E nesse domínio "infelizmente acho que
estamos longe de que isto seja uma realidade", observa.
Sem um novo aeroporto, ou no mínimo sem uma solução intermédia (como
sempre tenho defendido), temo que a próxima estratégia para o Turismo tenha de ser
várias vezes actualizada. Por isso, o meu apelo - e estou em crer o apelo de todos os empresários
do Turismo ao Governo: não haja receio em decidir, em ficar com o ónus da
decisão ou em recuar um pouco. Ninguém levaria a mal uma pequena inversão na estratégia e que o Governo equacionasse
o investimento numa solução intermédia enquanto não houver aeroporto em
Alcochete. Não é só a bem do Turismo. É para o bem de todo o País. E já nem tenho de
explicar o porquê.
Francisco Calheiros julga ser importante que o Turismo tenha as condições para continuar a crescer regionalmente,
como já acontece na região do Porto e Norte. Até porque "temos um país com uma oferta turística como não há muitos". "Oferecemos
condições climatéricas atraentes; somos um país seguro; oferecemos produtos
turísticos muito diversos e de qualidade. E, cereja em cima do bolo, a hotelaria em Portugal continua a crescer e a
modernizar-se, ajudando o país a consolidar-se como um destino turístico
competitivo na Europa", refere, sublinhando que "o Turismo é
importante para o futuro do País!"