“Os
técnicos estão em burnout. Estão no limite”. A frase de Teresa Gonçalves, do
Sindicato Nacional de Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), publicada pelo DIÁRIO a 12
de Setembro, dava conta de uma situação de forte desgaste entre os técnicos de
Farmácia do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM). Segundo a
dirigente sindical, 80% dos profissionais tinham assinado escusa de responsabilidade
e a falta de efectivos estava a ser compensada com horas extraordinárias,
inclusive na preparação de medicação para doentes de hemato-oncologia.
Poucas
semanas depois, em plena Semana
Aberta à Saúde Mental na Madeira e a poucos dias do Dia Mundial da Saúde
Mental (10 de Outubro), o esgotamento profissional volta a estar em discussão.
A
recente greve
nacional da Administração Pública, com uma adesão estimada entre 50% e 70% na
Região, voltou a trazer para o debate a sobrecarga de trabalho, a falta de
pessoal e a pressão psicológica. Mas afinal, quando
é que o cansaço deixa de ser cansaço e passa a ser burnout?

