A companhia aérea easyJet disse hoje à Lusa que espera
realizar 428 voos dos 442 previstos durante a greve dos tripulantes, que
termina na terça-feira.
Antes do início da greve, a transportadora já tinha
cancelado preventivamente um conjunto de voos.
"Durante o período de greve, a easyJet tinha
inicialmente previsto operar 786 voos de e para Portugal. Após estes ajustes
preventivos à programação, a companhia planeava operar 442 voos e planeia
realizar com sucesso 428", adiantou fonte oficial da empresa, em resposta
à Lusa.
A easyJet referiu ainda manter-se focada em minimizar o
impacto da paralisação, "atuando em conformidade com a legislação e os
regulamentos aplicáveis".
A greve dos tripulantes de cabine da easyJet levou até hoje
ao cancelamento de quase 370 voos, segundo os números hoje avançados à Lusa
pelo sindicato, que avisou que os efeitos deverão continuar a ser fortemente
sentidos até sexta-feira.
"A empresa, para além dos 343 voos que cancelou antes
do inicio da greve, já teve de cancelar, desde dia 02 e até hoje, mais 26 voos,
o que representa uma percentagem de cancelamentos muito próxima dos 90%",
avançou o presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil
(SNPVAC), Ricardo Penarroias, em declarações à Lusa.
A adesão dos tripulantes, segundo os números do sindicato,
continua nos 100%, o que para o SNPVAC demonstra uma "mensagem de força e
união", que espera que a easyJet apresente, após a paralisação, uma
proposta "mais próxima da realidade operacional" das bases de
Portugal.
Ricardo Penarroias alertou ainda para o facto de terem sido
realizados, à margem dos serviços mínimos, oito voos "de forma
ilegal", ou seja, com recurso a tripulantes e chefias de bases
estrangeiras, situação que já tinha sido denunciada à Autoridade para as
Condições do Trabalho (ACT) pelo sindicato.
Os efeitos da greve, que termina na terça-feira, deverão
continuar a ser "fortemente sentidos" até sexta-feira, avisou.
Na origem da greve estão, entre outras reivindicações, a
estabilidade das escalas, a progressão remuneratória em função da antiguidade e
as condições propostas no âmbito da negociação do Acordo de Empresa.
Está ainda marcada uma segunda greve dos tripulantes da
easyJet para os dias 19 a 23 de dezembro.
A Lusa contactou a gestora aeroportuária ANA, mas não obteve
resposta.
