Em comunciado emitido este domingo, o ADN Madeira considera que a duplicação da taxa
turística do Funchal, de 2 para 4 euros por pessoa e por noite, deve ser
acompanhada pela divulgação integral do estudo económico-financeiro que
sustenta o novo valor. "Sobretudo num momento em que os indicadores oficiais
mostram perda de ocupação e sinais de abrandamento em segmentos importantes do
turismo regional", explicam.

A proposta foi aprovada por unanimidade na Câmara Municipal e
segue agora para 30 dias de discussão pública, com intenção de entrada em vigor
em Janeiro de 2027.

"Não está em causa dizer que o turismo da Madeira entrou
em queda generalizada. Os números não permitem essa conclusão. Está em causa
olhar para a fotografia toda e não apenas para a parte conveniente", refere o ADN.

O estudo proposto deve esclarecer "qual é hoje o custo municipal imputável a cada dormida
turística; que serviços e infraestruturas justificam a duplicação; que impacto
foi estimado sobre procura, estadia média e competitividade; como foram
aplicadas as receitas já arrecadadas; que resultados concretos produziram essas
receitas para residentes e visitantes; e se se mantém a remuneração de 2,5%
paga às entidades que liquidam e cobram a taxa, prevista no regulamento atual".

O turismo, sublinha Miguel Pita, "é demasiado importante para a economia da
Madeira para ser gerido por slogans, seja para dizer que está tudo bem, seja
para anunciar uma crise que os dados não confirmam".