Miguel Albuquerque garantiu esta sexta-feira que o Governo da República vai assegurar 50% do financiamento do novo Hospital Central e Universitário da Madeira, defendendo que a repartição dos encargos será actualizada depois de conhecida a adjudicação da última fase da obra, processo que ainda decorre.

À margem de uma visita à Central Hidroeléctrica dos Socorridos, na manhã de hoje, o presidente do Governo Regional afastou a existência de problemas quanto ao compromisso do Estado, apesar das declarações do secretário de Estado do Tesouro no Parlamento, em resposta a uma questão levantada por Carlos Pereira, segundo as quais não teria assumido esse compromisso. Este é um assunto que pode ficar a par na edição impressa do DIÁRIO desta sexta-feira.

"Esse [financiamento] com certeza que está garantido", afirmou Miguel Albuquerque aos jornalistas , lembrando que a decisão de comparticipação foi tomada ainda durante o anterior Governo da República, liderado por António Costa e que os montantes têm sido sempre actualizados.

Nesse âmbito, o governante sustentou que o Governo da República cumpriu integralmente a repartição de encargos relativa à primeira e à segunda fases do hospital. Quanto à fase final, explicou que será necessária uma nova deliberação do Conselho de Ministros, tendo em conta o preço pelo qual a empreitada vier a ser adjudicada, indo, assim, ao encontro do que foi apontado pelo secretário de Estado do Tesouro.

Albuquerque justificou a necessidade de rever os valores com o aumento dos custos dos materiais de construção no mercado mundial, considerando que essa actualização é normal em obras desta dimensão.

O presidente do Governo Regional criticou, ainda, as tentativas de transformar o financiamento do hospital num tema de confronto político, defendendo que o essencial é concluir uma obra que considera decisiva para o futuro da Região.

Investimento de sete milhões nos Socorridos

Sobre os investimentos realizados na Central Hidroeléctrica dos Socorridos, Miguel Albuquerque considerou-os fundamentais para melhorar a fiabilidade da produção de energia hídrica e reforçar o abastecimento de água para regadio.

De acordo com o governante, a Empresa de Electricidade da Madeira (EEM) investiu cerca de três milhões de euros na renovação tecnológica da central e outros três milhões na construção de uma nova conduta, destinada a autonomizar o abastecimento de água para regadio relativamente à conduta utilizada na produção de electricidade.

As duas intervenções permitem gerir de forma mais eficiente os diferentes usos da água, sem comprometer a produção hidroeléctrica, o abastecimento para consumo humano e o fornecimento para regadio.

Albuquerque sublinhou que, embora os efeitos destas obras nem sempre sejam perceptíveis para a população, se trata de intervenções estruturais essenciais para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços públicos.

A modernização da central e a nova conduta deverão contribuir para reforçar a eficiência e a fiabilidade do sistema de abastecimento de água ao Funchal e a Câmara de Lobos, além de melhorar as condições de produção de energia renovável.