Várias centenas de agentes da PSP e militares da GNR concentram-se hoje na baixa de Ponta Delgada, nos Açores, em protesto contra as condições de trabalho e pela progressão das suas carreiras.
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Santos, disse à Lusa no local que os problemas que afetam a classe são a "falta de efetivos, o seu envelhecimento, a ausência do policiamento de proximidade", entre outras questões, sendo estas questões transversais a todo o país.
O sindicalista destacou ainda que, na base desta mobilização dos agentes, está também "uma garantia dada desde 2024, no âmbito de um acordo fechado com o Governo", mas "não se está a ver vontade de ser cumprido".
Em causa está a valorização do subsídio de risco, a alteração das tabelas remuneratórias, a reestruturação dos suplementos e alteração do estatuto profissional da PSP, especificou.
"Estamos em negociações com o Governo, mas a verdade é que, depois de dois anos de assinatura do acordo, o executivo insiste em não dar cumprimento a esse acordo", afirmou.
O presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, César Nogueira declarou, por seu turno, que "passados dois anos e três meses da assinatura do acordo ainda nada aconteceu e não há uma proposta concreta por parte do Governo".
"Esses protestos fazem todo o sentido. Já chega. Dois anos e três meses é mais do que suficiente para resolver as questões que são transversais aos Açores e Madeira e continente", afirmou.
César Nogueira destacou ainda que o estatuto remuneratório da GNR é de 2009, havendo "profissionais que estão no último nível remuneratório do seu posto quando já deveriam ter avançado três ou quatro níveis".
Antes da Madeira e Açores, cerca de 300 agentes da PSP e militares da GNR manifestaram-se a 15 de outubro em Viseu pela revisão remuneratória e pelo estatuto profissional.
A marcha foi de poucos metros, entre a sede do comando da Polícia de Segurança Pública (PSP) e a praça da República, conhecido por Rossio, para se concentrarem em frente da Câmara Municipal de Viseu.
Os cerca de 300 profissionais -- mobilizados pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia de Segurança Pública (ASPP/PSP) e da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) -- percorreram as ruas debaixo de apitos e ao som da música "A gente vai continuar", de Jorge Palma, que ia passando na coluna intercalada com os manifestos.
