A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) acaba de se demarcar da colocação de cartazes do Chega no Largo do Colégio, junto à Câmara Municipal do Funchal, para onde está marcada uma manifestação dos profissionais das forças de segurança.

Em declarações ao DIÁRIO, Adelino Camacho, dirigente sindical, esclarece que a iniciativa está aberta à participação de toda a sociedade civil - incluindo representantes e militantes dos diferentes partidos políticos - mas rejeita qualquer associação partidária à luta dos polícias.

A posição surge depois de o Chega ter colocado dois cartazes no local da concentração, com reivindicações relacionadas com as condições de trabalho e remunerações das forças de segurança, identificados com o símbolo do partido.

Num dos cartazes pode ler-se 'O Governo falha há 834 dias! O suplemento de risco continua por pagar!'. No outro, o partido denuncia a falta de meios e de efectivos, bem como aquilo que considera ser a falta de dignidade e respeito pelas forças de segurança.

Apesar de reconhecer que qualquer força política pode associar-se às reivindicações dos profissionais, Adelino Camacho faz questão de separar a participação cívica e política da organização do protesto, vincando que a manifestação não pertence a qualquer partido.

Protesto marcado para as 18 horas

A concentração desta tarde é promovida pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), sob o lema «Por um Portugal seguro para todos!».

A iniciativa integra uma mobilização nacional que procura exigir melhores carreiras, remunerações e condições de trabalho para os profissionais da PSP e da GNR.

Foto DR
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Entre as principais reivindicações estão a valorização salarial, o reforço dos efectivos e dos meios disponíveis, bem como a melhoria das condições necessárias para garantir a segurança das populações.

As estruturas representativas das forças de segurança têm vindo a promover protestos em diferentes pontos do País, numa mobilização que deverá culminar numa manifestação nacional.