A política tem de canalizar-se para a realização do bem-comum. Seja dedicação, abnegação, missão. Seja serviço público. Serviço cívico e a sua servidão/ libertação. Doutra forma seria tudo o que não nos diz nada. Afinal, colhe-se, com legitimidade, o que se planta e se semeia. O resto é o amor (com existencialismo implícito) e a grandeza de sua circunstância e incredulidade. Apetece-me dizê-lo, recitando altissonante, estes versos de Wislawa Szymborska: “Ambos estão convencidos / de que os uniu uma paixão súbita. / É bela esta certeza, / mas a incerteza mais bela ainda.”