Entrou na política sem experiência partidária e acabou por
protagonizar uma das maiores mudanças eleitorais na Madeira. Paulo Cafôfo
recorda a infância, a escolha do ensino, a vitória de 2013, os momentos mais
difíceis na Câmara do Funchal e a decisão de abandonar a autarquia para
disputar o Governo Regional. Na entrevista aos Rostos da Autonomia,
defende que, 50 anos depois, falta garantir que a autonomia chega à vida das
pessoas.

Em 2013, Paulo Cafôfo recebeu um convite que não estava à
espera. Vítor Freitas, então líder do PS/Madeira, queria que fosse candidato à
presidência da Câmara do Funchal. A resposta foi negativa. O professor de
História nunca tinha participado numa campanha eleitoral, não conhecia o
funcionamento da autarquia e considerava que enfrentar o PSD, que governava a
cidade havia quase quatro décadas, seria uma aventura com poucas possibilidades
de sucesso.

A insistência acabou por convencê-lo. Se defendia que era
necessário mudar a governação do Funchal, também tinha de estar disponível para
participar nessa mudança. Aceitou encabeçar a coligação Mudança e, a 29 de
Setembro desse ano, venceu as eleições.

Foi o início de um percurso político que o levaria à
liderança do PS/Madeira, a disputar a presidência do Governo Regional, a
integrar o Governo da República e a ser deputado à Assembleia da República.
Mas, antes de tudo isso, Paulo Cafôfo era um professor que tinha encontrado no
sindicalismo a primeira forma de intervenção pública.

Na entrevista ao podcast Rostos da Autonomia, o
antigo presidente da Câmara do Funchal revisita esse percurso, incluindo
algumas decisões que continuam a suscitar discussão política e que, passados
vários anos, não se arrepende de ter tomado.