A Madeira deverá passar dos actuais 10 médicos especialistas em medicina do trabalho para 12 dentro de um ano, com a conclusão da formação de dois internos. A previsão foi avançada por Rita Vieira, um das representantes da ANAMET, Associação Nacional dos Médicos de Medicina do Trabalho, na Região, à margem do primeiro congresso nacional da associação.
A responsável destacou a evolução registada nos últimos dois anos, reconhecendo o apoio da Secretaria Regional da Saúde na formação de novos especialistas.
Rita Vieira considera igualmente que está a ocorrer uma mudança de mentalidades nas empresas e entre os trabalhadores, que começam a reconhecer a importância da medicina do trabalho, deixando de encará-la apenas como uma obrigação ou um custo desnecessário.
“As empresas começam a perceber que se os trabalhadores estiverem com melhor saúde produzem também muito mais”, salientou.
Apesar dos progressos, reconheceu que a Região continua longe de dispor dos especialistas necessários, defendendo a continuidade do investimento na formação e na prevenção das doenças profissionais.
O rácio de referência é de um médico do trabalho por cada três mil trabalhadores, pelo que a Madeira necessitaria de 47 especialistas para uma população activa estimada em 140 mil pessoas.

