Três das 11 câmaras municipais da
Madeira utilizaram tecnologias de inteligência artificial (IA) nas suas
actividades em 2025, o equivalente a 27% das autarquias da Região. O número
representa um aumento de nove pontos percentuais face ao ano anterior, quando a
utilização desta tecnologia abrangia apenas dois municípios.
Os dados foram divulgados esta
quarta-feira pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM), no âmbito
da actualização das séries retrospectivas da ‘Sociedade de Informação na
Administração Pública Regional e nas Câmaras Municipais’, com base nos
resultados do ‘Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da
Comunicação (IUTIC)’.
Na Administração Pública
Regional, a utilização de inteligência artificial é menos expressiva,
abrangendo 15% dos organismos. Entre aqueles que recorreram a esta tecnologia,
78% utilizaram-na para analisar texto escrito e 67% para gerar linguagem
escrita ou falada.
O inquérito revela ainda que mais
de metade dos organismos da Administração Pública Regional (53%) efectuou
análise de dados em 2025, recorrendo a ferramentas tecnológicas para apoiar a
tomada de decisões, identificar tendências ou melhorar resultados. As
principais fontes de informação foram os meios digitais de comunicação (53%), a
Internet (44%) e os dados provenientes dos utentes (38%).
Ao nível das infra-estruturas
tecnológicas, 80% dos organismos dispunham de ligações à Internet com
velocidades iguais ou superiores a 1 Gb/s. A videoconferência estava disponível
em todos os organismos, enquanto 98% utilizavam tecnologias de voz sobre IP e
93% dispunham de redes privadas virtuais (VPN).
A utilização de serviços de
computação em nuvem abrangia 98% dos organismos, sobretudo para aplicações de
escritório, segurança informática e correio electrónico. Contudo, a incerteza
quanto à localização dos dados e os custos elevados destes serviços foram
apontados como factores limitadores por 40% das entidades.
Problemas de segurança
informática em 12% dos organismos
No domínio da cibersegurança, o
inquérito revela que 12% dos organismos da Administração Pública Regional
detectaram problemas de segurança informática durante o ano passado, apesar de
todos utilizarem sistemas de protecção do tipo firewall e de 98% efectuarem
cópias de segurança em localizações externas.
Nas câmaras municipais, 91%
procediam à actualização regular do software, 82% utilizavam redes privadas
virtuais e 64% realizavam testes de segurança aos respectivos sistemas
informáticos.
A presença digital é assegurada
pela totalidade dos municípios madeirenses, sendo que sete das 11 autarquias
(64%) disponibilizavam processos de consulta pública através dos respectivos
sítios na Internet, uma proporção superior aos 55% registados em 2024.
O levantamento revela igualmente
que 55% das câmaras disponibilizavam estações de trabalho virtuais ou soluções
de acesso remoto a partir de casa.
Já na Administração Pública
Regional, 20% dos organismos utilizavam dispositivos associados à chamada
Internet das Coisas, nomeadamente sensores e equipamentos inteligentes para
segurança das instalações, manutenção e gestão energética.
Segundo a DREM, a despesa em
tecnologias de informação e comunicação declarada por 29 organismos da
Administração Pública Regional totalizou 16,6 milhões de euros em 2025.

