O PS e o PSD entregaram na quinta-feira, 8 de Outubro, uma proposta conjunta ao grupo de trabalho que analisa a iniciativa legislativa de cidadãos. Esta pedia o “alargamento da licença parental inicial até aos 180 dias, com remuneração a 100%”, sem condições.
O acordo é uma versão intermédia entre a vontade do Governo, com a ministra a apelar à partilha entre progenitores, e a exigência do PS, que não prescindia de 150 dias pagos a 100%. Foi firmado à última hora, com a primeira reunião presencial entre deputados dos dois partidos na manhã do mesmo dia.
As conversas tinham começado apenas alguns dias antes. Receava-se que a votação acabasse numa inviabilização total do alargamento, já que todos os partidos tinham apresentado propostas muito diferentes e nenhuma reunia apoio suficiente.
A votação na especialidade, prevista para essa noite, foi adiada para a próxima terça-feira, 13 de Outubro, porque os restantes partidos só conheceram o texto na própria reunião.

