Leandro Silva já fez chegar aos serviços da Câmara Municipal
do Funchal o pedido de suspensão por seis meses do seu mandato enquanto vereador
eleito pela Coligação Funchal Sempre Melhor. O pedido do autarca do CDS-PP vem
na sequência do atropelamento de um homem no dia 1 de Janeiro, quando conduzia alcoolizado.
Nesse dia o próprio admitiu que apresentou uma taxa de alcoolémia de 1,99 g/l,
o que é crime.

O anúncio da suspensão do mandato foi feito no próprio dia
através de comunicado em nome de Leandro Silva, tendo hoje sido formalizado nos
serviços. Será apreciado na próxima reunião de Câmara, marcada para a próxima
quinta-feira e deverá ser aceite por Jorge Carvalho. O presidente da Câmara Municipal
do Funchal já tornou pública a sua posição.

Para o lugar de Leandro Silva, advogado de 28 anos, entrará Diogo
Gomes Barreto, o nome do CDS que se segue na lista da coligação que une o PSD e
os centristas. A entrada de Diogo Barreto para a equipa poderá levar a algumas
alterações nos pelouros. Leandro Silva tinha as pastas dos Recursos Humanos e Assuntos
Jurídicos.

Nestes seis meses o ainda vereador deverá enfrentar a justiça
e em articulação com o partido decidir depois se tem ou não condições para reassumir
o seu posto. O partido tinha confirmado a suspensão pelo prazo máximo, mais do
que o necessário para enfrentar o julgamento. Agora o pedido vem por metade
desse tempo, o que poderá indicar o desejo de Leandro Silva de recuperar o seu
lugar no executivo funchalense.

Importa recordar que apesar de o pedido ser por seis meses,
poderá ser antecipada ou prolongada a suspensão. Não poderá é ultrapassar um ano,
prazo que obriga à renúncia ao mandato.