Face às notícias que dão conta de uma terceira derrocada em três semanas na zona da Capela de Nossa Senhora da Vida, na Fajã do Mar, a Secretaria Regional de
Equipamentos e Infraestruturas enviou um comunicado às redacções, dando conta que se encontra em curso a análise da possibilidade de proceder à transladação para outra área da Fajã do Mar. "Este
processo está a ser desenvolvido em articulação com a autarquia, com o
objectivo de identificar terrenos adequados para a eventual reconstrução da
capela", lê-se.
A tutela explica que a capela encontra-se implantada
no topo de uma arriba, com altura superior a 20 metros, muito próxima da
crista do talude, numa área enquadrada geologicamente em depósitos de
movimentos de massa (depósitos de vertente).
"O talude subjacente à capela apresenta diferentes inclinações, sendo o seu desenvolvimento, normalmente sub-vertical com elevada erosão pela sua exposição aos agentes climatéricos, sendo a sua base, em condições de maior agitação marítima, atingida pela ação das ondas num processo dinâmico e progressivo", esclarece, acrescentando que a dinâmica da erosão "intermitente
e descontínua do talude e da sua base tende a agravar, por vezes de forma
brusca, a inclinação da base do talude, dando origem a desmoronamentos que
estão na origem do sistemático recuo de linha de costa, o que terá
potenciado os desmoronamentos ocorridos nas últimas semanas."
Explica, ainda, que a capela não tem acesso por automóvel. "
"A
Capela de Nossa Senhora da Vida, implantada a poucos metros da crista de
uma arriba com as características acima resumidas e sujeita a erosão
acelerada, corre o risco de colapso por via de um processo de
instabilização natural", verifica a tutela, dando conta que a instabilidade verificada, associada às dificuldades de acesso a
equipamentos de construção civil e maquinaria ligeira e pesada, condiciona
de "forma significativa a realização de intervenções em segurança no local."

