O preço das casas na Região
Autónoma da Madeira subiu 14,6% em Dezembro face ao mesmo mês do ano anterior.
Segundo o índice de preços do idealista, comprar casa na Madeira tinha um custo
de 3.715 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de Dezembro, tendo
em conta o valor mediano. A Região Autónoma da Madeira, foi a segunda região
que mais subiu de preço nos últimos 12 meses, depois da Região Autónoma dos Açores
(20,1%).

Entre os municípios da ilha da
Madeira, a maior subida anual foi registada em Santa Cruz (25,4%), seguida por
Machico (23,3%), Ponta do Sol (21,3%) e Calheta (20,3%). Seguem-se Câmara de
Lobos (17,3%) e Santana (16,4%). Já a capital apresentou uma valorização mais
moderada, com uma variação anual de 9%.

O idealista refere que não foram registadas descidas em nenhum dos
municípios analisados.

No ranking dos preços medianos por
metro quadrado, Calheta surge como o município mais caro para comprar casa, com
4.134 euros/m2, ultrapassando o Funchal (3.861 euros/m2). Seguem-se Ponta do
Sol (3.434 euros/m2), Santa Cruz (3.024 euros/m2) e Câmara de Lobos (2.953
euros/m2). Com valores mais baixos posicionam-se Machico (2.888 euros/m2) e, no
final da tabela, Santana (1.746 euros/m2).

Já no Porto Santo, os preços
subiram 42,6%, custando o metro quadrado, 3.729 euros.

A nível nacional, o preço da
habitação subiu 6,8% nos últimos 12 meses, situando-se em 3.019 euros/m2.

Cidades capitais de distrito e
regiões autónomas

Em Dezembro, os preços das casas
subiram na maioria das 20 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas pelo idealista. As
maiores variações anuais registaram-se em Santarém (27,1%), Beja (20%) e
Setúbal (17,2%), que lideram a lista das subidas. Seguem-se Castelo Branco
(16,7%), Guarda (15,5%), Portalegre (14,5%), Viana do Castelo (13,1%), Ponta
Delgada (11,6%), Viseu (10,9%), Leiria (9,3%), Funchal (9,0%), Braga (8,8%),
Faro (8,8%), Coimbra (7,8%) e Aveiro (7,2%). Aumentos mais moderados foram
observados em Bragança (5%), Évora (4,9%), Lisboa (4,8%) e Porto (4,8%). A
única exceção foi Vila Real, que registou uma descida anual de 6,1%.

Lisboa mantém-se como a cidade onde
é mais caro comprar casa, com um preço mediano de 5.995 euros/m2. Seguem-se
Porto (3.885 euros/m2) e Funchal (3.861 euros/m2). No quarto e quinto lugares
surgem Faro (3.435 euros/m2) e Setúbal (3.010 euros/m2). Logo a seguir
posicionam-se Aveiro (2.762 euros/m2), Évora (2.488 euros/m2), Ponta Delgada
(2.371 euros/m2), Coimbra (2.256 euros/m2), Viana do Castelo (2.203 euros/m2) e
Braga (2.149 euros/m2).

Com valores inferiores a 2.000
euros/m2 surgem Leiria (1.784 euros/m2), Viseu (1.760 euros/m2), Santarém
(1.703 euros/m2), Vila Real (1.317 euros/m2), Beja (1.305 euros/m2), Bragança
(1.104 euros/m2), Castelo Branco (1.045 euros/m2), Portalegre (985 euros/m2) e,
por fim, a Guarda (976 euros/m2).

Casas subiram em todos os distritos e ilhas

Analisando
os dados de Dezembro, os preços das casas subiram em todos os 26 distritos e
ilhas analisados. A maior subida anual foi registada na ilha de Porto Santo
(42,6%), destacando-se de forma muito expressiva face às restantes regiões.
Seguem-se a ilha do Faial (29%), ilha de São Miguel (20,2%), ilha Terceira
(19,9%), Santarém (18,8%) e Setúbal (18,3%). Com variações igualmente
relevantes surgem ainda a Guarda (17,1%), Castelo Branco (15,7%), ilha da
Madeira (14,3%), ilha do Pico (13,9%), ilha de São Jorge (13,4%), Viseu
(13,2%), Leiria (12,8%), Aveiro (12,2%), Portalegre (12%), Viana do Castelo
(11,6%), Braga (10,8%) e Évora (10,7%).

As subidas
mais moderadas foram observadas em Beja (8,9%), Faro (8,8%), Lisboa (6,9%),
Coimbra (5,3%), Vila Real (3,3%), Bragança (2,4%), Porto (1,9%) e, por fim, na
ilha de Santa Maria (1,3%), que registou a menor variação positiva do conjunto
analisado.

No ranking
dos preços por metro quadrado, Lisboa lidera como o distrito mais caro para
comprar casa, com 4.573 euros/m2, seguida por Faro (3.870 euros/m2), ilha de
Porto Santo (3.729 euros/m2), ilha da Madeira (3.715 euros/m2) e Setúbal (3.195
euros/m2). Logo a seguir surgem Porto (2.971 euros/m2) e São Miguel (2.314
euros/m2). Com valores intermédios posicionam-se Aveiro (2.051 euros/m2),
Leiria (1.959 euros/m2), Braga (1.872 euros/m2), ilha do Faial (1.741
euros/m2), ilha do Pico (1.682 euros/m2), Viana do Castelo (1.653 euros/m2),
Coimbra (1.604 euros/m2), ilha Terceira (1.601 euros/m2), Évora (1.601
euros/m2), Santarém (1.519 euros/m2), ilha de Santa Maria (1.417 euros/m2) e
ilha de São Jorge (1.390 euros/m2).

Na parte
inferior da tabela surgem Beja (1.316 euros/m2), Viseu (1.298 euros/m2), Vila
Real (1.092 euros/m2), Castelo Branco (1.051 euros/m2), Bragança (940 euros/m2),
Portalegre (908 euros/m2) e, por fim, a Guarda (857 euros/m2).

Açores registou a maior subida anual

Nos últimos 12 meses, os preços das
casas à venda subiram na maioria das regiões do país, mantendo-se estáveis no
Norte (0,5%). A maior subida anual foi registada na Região Autónoma dos Açores
(20,1%), seguida pela Região Autónoma da Madeira (14,6%), Alentejo (14,3%),
Centro (10,8%), Algarve (8,8%) e Área Metropolitana de Lisboa (8,6%).

A Área Metropolitana de Lisboa, com
um preço mediano de 4.239 euros/m2, continua a ser a região mais cara para
comprar casa. Seguem-se o Algarve (3.870 euros/m2) e a Região Autónoma da
Madeira (3.715 euros/m2).

Logo depois surgem o Norte (2.452
euros/m2), a Região Autónoma dos Açores (1.972 euros/m2), o Alentejo (1.944
euros/m2) e, por fim, o Centro (1.716 euros/m2), que se mantém como a região
mais barata para adquirir habitação.

Para a realização do índice de
preços imobiliários do idealista, são analisados ​​os preços de oferta (com
base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do
idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de
mercado.

Explica ainda que foi incluída ainda a tipologia
“moradias unifamiliares” e descartados todos os anúncios que se encontram na base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação
pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os
anúncios válidos de cada mercado.