Maria do Carmo Gomes, presidente do Conselho de Jurisdição
do Chega Madeira, destacou a vitória de André Ventura na Madeira nas eleições
presidenciais desta noite, sublinhando que o resultado demonstra que “o sistema
precisa de um abanão” e que o país “está no bom caminho”. André Ventura foi o
segundo candidato mais votado no todo nacional, garantindo a passagem à segunda
volta.
Para a dirigente, a vitória de André Ventura na Madeira
confirma que a direita venceu nesta primeira volta e que esse triunfo foi
claramente protagonizado pelo candidato do Chega. Nesse sentido, defendeu que,
na segunda volta, “a direita democrática deve unir-se” para tornar Portugal “um
país digno”, rompendo com um sistema político que, afirma, se mantém há mais de
cinquenta anos.
Questionada sobre as declarações do líder do PSD, Luís
Montenegro, que, numa primeira reacção a estes resultados, optou por não apoiar
explicitamente nenhum candidato na segunda volta, Maria do Carmo Gomes apontou
que o PSD revela que “não se assume como um partido de direita”, apesar de, no
momento decisivo, todos terem de votar e de assumir uma posição no dia das
eleições.
Relativamente à campanha para a segunda volta, a dirigente
do Chega Madeira afirmou que existe já um eleitorado sólido e fiel ao partido
na região, mas que será possível conquistar novos votantes. Para isso, garantiu
que o Chega continuará a fazer o mesmo trabalho desenvolvido até agora:
presença no terreno, contacto directo com as pessoas e escuta activa das suas
preocupações.
