A Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, a maior ponte marítima do mundo,
registou já mais de 100 milhões de travessias de passageiros desde a inauguração,
em Outubro de 2018, avançou recentemente a agência noticiosa estatal chinesa Xinhua.

Com o fim da pandemia de covid-19 e a maior abertura da estrutura a
automóveis privados, o volume de tráfego acelerou de forma dramática, sublinhou
o responsável da Estação de Inspeção Fronteiriça do posto da ponte.

"Demorou mais de cinco anos para o tráfego de passageiros no
posto fronteiriço ultrapassar os primeiros 50 milhões de viagens, enquanto os
segundos 50 milhões foram alcançados em apenas um ano e oito meses",
afirmou Chen Faqiu.

Inaugurada em 2018, a ponte tem uma extensão total de cerca de 55
quilómetros, que inclui um túnel submarino de quase sete quilómetros entre duas
ilhas artificiais, construído para facilitar a navegação no delta do Rio das
Pérolas.

Os residentes de Hong Kong e Macau representam 58,7% do volume
total de passageiros, com mais de 58,7 milhões de travessias registadas.

Apenas em 2025, foram efetuadas cerca de 18 milhões de viagens por
residentes a deslocarem-se de e para a China continental, quase três vezes mais
do que em 2019.

O tráfego de veículos também disparou. Mais de 8,4 milhões de
viaturas registadas em Hong Kong e Macau com autorização de circulação
transfronteiriça foram inspecionadas.

"Conduzir até à China continental através da ponte tornou-se
parte do dia-a-dia dos residentes de Hong Kong e Macau", noticiou a
Xinhua.

Por outro lado, a ponte já processou um total acumulado de 39,4
milhões de viagens de cidadãos da China continental com destino a Macau e Hong
Kong. Mais de 12,6 milhões dessas viagens ocorreram em 2025, estabelecendo um
recorde histórico.

A construção da ponte arrancou em 2009, mas foi afetada por
atrasos, a morte de mais de 20 trabalhadores e derrapagens orçamentais. O custo
final da infraestrutura está estimado em 16,4 mil milhões de dólares (14 mil
milhões de euros), mais 25% do que o inicialmente previsto.

A infraestrutura reduziu em cerca de metade o tempo de viagem
entre Macau e Hong Kong.

Em junho, a Polícia de Segurança Pública de Macau anunciou que os
turistas de 82 países, incluindo Portugal, Brasil e Cabo Verde, poderão entrar
na região através da ponte, sem precisar de sair do veículo.

O objetivo é "promover o intercâmbio cultural internacional e
ajudar Macau a tornar-se uma plataforma aberta ao exterior (...) e uma janela
importante para o intercâmbio entre as civilizações chinesa e ocidental",
disse a polícia.

No final de abril, o então secretário para a Segurança de Macau,
Wong Sio Chak, anunciou planos para acelerar o controlo fronteiriço de
visitantes estrangeiros, sem estatuto de residente ou autorização de trabalho,
através da utilização de canais eletrónicos automáticos.