Quinze formandas terminaram, na sexta-feira, a componente formativa teórica e prática do Curso de Bordado da Madeira promovido pela COMPETIR – Formação & Serviços. A iniciativa é fruto de uma parceria com o Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, entidade promotora e acolhedora desta formação.
Este foi o primeiro curso profissional na área, desenvolvido entre Setembro de 2025 e Janeiro de 2026
nas instalações do IVBAM. Todas as formandas encontravam-se em situação de desemprego e participaram num percurso
formativo estruturado em 9 módulos, "orientado por um total de cinco
formadoras, combinando saberes teóricos e práticos essenciais à
aprendizagem e valorização do ofício de bordadeira".
"Durante a formação, as participantes
tiveram a oportunidade de aprofundar conhecimentos fundamentais para a
continuidade e salvaguarda do Bordado da Madeira, nomeadamente o seu processo
produtivo, a leitura e interpretação da codificação associada
aos desenhos estampados, correcta execução dos pontos do Bordado da
Madeira, bem como o contacto aprofundado com as matérias-primas,
equipamentos e utensílios adequados à execução desta arte tradicional", explica nota à imprensa, emitida pelo IVBAM. A abordagem permitiu consolidar competências técnicas e reforçar a
compreensão do rigor, da autenticidade e da qualidade que distinguem o Bordado
da Madeira.
Após esta componente formativa, segue-se agora o estágio em contexto profissional, que decorre entre 12 de Janeiro e 13 de Março, com uma carga horária de sete horas diárias, cinco dias por semana. As formandas serão integradas em diferentes entidades do sector ou em entidades que estejam relacionadas com a formação e aprendizagem do Bordado da Madeira, nomeadamente, Abreu & Araújo, Gês Bordados, Luís de Sousa – Casa do Turista, Divisão de Dinamização Rural da Direcção Regional da Agricultura, Ateliê Hugo Santos e Centro Comunitário do Regional.
"Este projeto assume particular
relevância para a transmissão do conhecimento da técnica do Bordado da
Madeira, contribuindo para a valorização do ofício de
bordadeira e para a preservação de uma atividade profundamente
enraizada na identidade cultural da Região Autónoma da Madeira. A
aposta na formação de novos agentes qualificados representa um passo decisivo
na continuidade deste património, assegurando a sua projecção futura e o seu
reconhecimento enquanto expressão singular da cultura madeirense", termina o comunicado.
