Matilde Ferreira apontou que as
doenças cardiovasculares ainda são a principal causa de morte no mundo. A médica
cardiologista do SESARAM lembrou que é preciso tomar uma atitude perante o
envelhecimento, pois o aumento da idade, traz consigo uma maior probabilidade
de doenças.

O evento ‘Cuidar do Coração é
cuidar da Vida’, está a decorrer no espaço IDEIA da Assembleia Legislativa da
Madeira. É uma iniciativa que se insere nas celebrações do Dia Mundial do
Coração. A ‘conversa’ sobre o coração, denominada ‘Fatores de risco e prevenção
das doenças cardiovasculares’, está a ser moderadas pelo jornalista Élvio
Passos, do DIÁRIO.

A alimentação equilibrada, a prática
de exercício físico e a manutenção de relações sociais activas são algumas das
medidas que devemos ter em conta.

Os homens têm maior risco, em idade
mais jovem, de desenvolver problemas relacionados com o coração. Já a mulher,
tem maior tendência para tal, após a menopausa.

A história familiar também se
reveste de importância, uma vez que é dentro de casa que se promovem estilos de
vida saudável, ao qual acresce a predisposição genética, como a pressão
arterial elevada e colesterol elevado.

Matilde Ferreira alertou que saber
o nosso histórico familiar é um primeiro passo para a prevenção.

No que diz respeito aos factores
de risco como a pressão arterial elevada também é evitável, mas devemos, por
isso, medir a tensão arterial, mesmo sem sintomas. “São doenças crónicas que
merecem a nossa atenção ao longo de toda a vida”, disse a médica.

O colesterol também não é ‘amigo’
do coração, representando uma verdadeira ‘epidemia’. É um factor de risco,
muitas vezes, negligenciado pela população. A medicação para o colesterol “é
segura” e deve ser tomada de forma regular e metódica. “É muito importante
termos o compromisso de tomar a medicação”, apontou a médica, perante uma
plateia repleta.

O exercício físico apresenta-se
também como uma medida preventiva, aliado a uma alimentação saudável.

No caso da diabetes, outra doença
crónica, também deve ser controlada e medicada. O acompanhamento médico reveste-se de especial importância, até porque é uma doença "extremamente silenciosa", que a médio e curto prazo pode trazer consequências graves. "Não devemos negligenciar os rastreios", como o da retinopatia diabética e do pé diabético.

O tabagismo é "uma das maiores ameaças da saúde pública" e é responsável por mais de 7 milhões de mortes anualmente. Os cigarros electrónicos estão a ser vendidos como uma forma "mais fácil" de fumar, sendo mais aceite nos grupos de amigos e de convívio, mas "este tipo de tabaco tem consequências bem estabelecidas e nefastas, com consequências bem semelhantes". "Até mesmo um cigarro por dia aumenta significativamente o risco de ataque cardíaco", aponta a médica, acrescentando que existem apoios como a consulta de cessação tabagica, que pode ajudar a deixar de fumar.