O valor dos imóveis vendidos em 2024 ascendeu a 1 026,2
milhões de euros, representando um aumento de 37,3% face ao ano anterior. Mais obras licenciadas e menos oferta de apartamentos novos, mão-de-obra e cimento mais caros e preços das casas cada vez mais elevados. Este é o resumo
da construção de habitação na Madeira em 2024.

A Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM)
disponibiliza hoje no seu portal de internet a publicação das Estatísticas da
Construção e da Habitação da Região Autónoma da Madeira do ano de 2024, e, em
simultâneo, actualiza as séries retrospectivas da Construção e da Habitação e
do Sistema de Informação de Operações Urbanísticas (SIOU).

Analisando o sistema de indicadores das Operações
Urbanísticas (SIOU), verifica-se que apesar de ter havido mais edifícios
licenciados, os concluídos diminuíram em 2024.

De acordo com as estimativas das Obras Concluídas na RAM, em
2024, foram concluídos 380 edifícios, representando uma diminuição de 16,1%
relativamente ao ano anterior. Já relativamente aos fogos concluídos, foram
estimados 1 105, registando-se uma subida de 29,5% comparativamente a 2023 (853
fogos).

No que diz respeito às obras licenciadas, estas ascenderam a
598 edifícios, registando um crescimento de 16,3% face a 2023 (514 edifícios).
Foram licenciados 1 280 fogos, -2,7% que em 2023 (1 315 fogos).

O Inquérito Anual às Empresas de Construção realizado em
2023 evidencia um crescimento de 17,5% do valor dos trabalhos.

No total, as empresas de construção com sede na RAM pagaram 904,4
milhões de euros pela mão-de-obra, o que representa um crescimento de 17,5%
face a 2022. Nas empresas com 20 ou mais pessoas ao serviço (656,5 milhões de
euros), o aumento do valor dos trabalhos foi menos acentuado (+16,6%) do que
nas empresas com menos de 20 pessoas ao serviço (247,8 milhões de euros;
+20,0%).

Considerando todas as empresas, independentemente da sua
dimensão, foi essencialmente o acréscimo de 32,2% no valor dos trabalhos
realizados em edifícios (628,8 milhões de euros) que determinou o crescimento
global, uma vez que o valor dos trabalhos em obras de engenharia civil (275,5
milhões de euros) registou um decréscimo de 6,3%, de acordo com os dados
publicados pela DREM.

No mercado de habitação foram transacionados
mais alojamentos e a um preço mais elevado. Em 2024, foram vendidos 3 820
alojamentos, o que se traduziu num aumento de 15,8% relativamente a 2023. O
valor dos imóveis vendidos ascendeu a 1 026,2 milhões de euros, representando
um aumento de 37,3% face a 2023.

Neste mesmo ano, o valor mediano de avaliação bancária de
habitação na RAM fixou-se nos 1 904 euros/m2 - um máximo da
série iniciada em 2011 - registando um crescimento de 14,8% em relação a 2023.

Em 2024, o preço mediano de alojamentos familiares vendidos
na Região fixou-se em 2 395 €/m2, registando um aumento de 26,8%
relativamente ao ano anterior.

Já o valor mediano das rendas dos 1 349 novos contratos de
arrendamento de alojamentos familiares celebrados, em 2024, na Região, foi de
9,60 €/m2, valor superior ao do ano anterior (8,33 €/m2).

Quanto às vendas de Cimento, o
crescimento foi de 8,9%. Em 2024, as estimativas das vendas desta que é uma das
principais matérias-primas para a construção civil ascenderam a 175 714 toneladas, mais 8,9% que
no ano transacto (161 312 toneladas).

A crescer mais do que as quantidades de cimento
comercializado foi mesmo o valor que ascendeu a 24,6 milhões de euros,
registando um acréscimo de 22,8%, comparativamente ao ano anterior (20,1
milhões de euros).