Nuno Maciel salientou, hoje,
investimentos que foram feitos no concelho da Calheta, como a via expresso,
criando desenvolvimento para as várias freguesias da Região. O governante diz
ser preciso dinamizar as freguesias e avançou que, ainda este ano, conta lançar
o projecto de alienação do imobiliário relativo ao campo de golfe da Ponta do
Pargo, comprometendo-se ainda a que este espaço esteja aberto até final do
próximo ano.

O secretário regional de
Agricultura e Pescas assumiu que existe consciência sobre a dificuldade do
sector primário na Região, tendo em conta as características da ilha, mas
indica que o Governo Regional vai continuar a apoiar os agricultores.

Nuno Maciel agradeceu àqueles que
têm levado a cabo todas as edições da Festa do Pero, fazendo com que em 2025 se
continue a honrar aqueles que diariamente trabalham a terra, desde os anos 80.
Além disso, frisou que o Governo Regional estará sempre junto das instituições,
indicando que estas festas são feitas apoiadas pelo executivo, mas que são
propostas pelas instituições.

Salientando o trabalho conjunto
entre Governo Regional e autarquias, disse que, na Calheta, “a Câmara Municipal
não promete apoiar eventos para o próximo ano, quando nos últimos oito anos
nunca os apoiou”. “Trabalhamos e vamos
continuar a trabalhar para fazer desta terra e de todas as 54 freguesias da
Região, uma terra mais desenvolvida”, disse.

A Festa do Pero está a decorrer
na freguesia da Ponta do Pargo. Carlos Teles fez questão de agradecer a
presença do secretário regional de Agricultura e Pescas, também ele calhetense.

Ponta do Pargo é o futuro

O presidente da Câmara Municipal
da Calheta falou sobre a sua saída da autarquia, sendo este um dos últimos
eventos em que deverá participar no exercício dessas funções. “Foi com o trabalho
profícuo com todas as entidades […] que nós trabalhamos sempre em equipa e
unidos, para que o concelho da Calheta singrar-se”, admitiu.

Carlos Teles afirmou que foi reforçado
o apoio financeiro à Festa do Pero, este ano, felicitando todos os agricultores
produtores do pero da Ponta do Pargo. “Os incêndios ultimamente têm feito muito
prejuízo”, admitiu o autarca, afirmando que tem trabalho para que o futuro seja
melhor, em termos de Protecção Civil Municipal.

Numa palavra ao presidente da
Junta de Freguesia da Ponta do Pargo, agradeceu o trabalho feito e o “poder
reivindicativo” de exigir mais pela sua freguesia. “Temos de remar todos para o
mesmo lado”, assumiu. Carlos Teles afirma que o trabalho é fruto da confiança
da população da Ponta do Pargo, bem como da diáspora.

Sem esquecer o investimento no
campo de golfe da Ponta do Pargo, disse que o futuro está nesta freguesia e que
é nela que serão criadas oportunidades e condições para fixar a população.