Os moradores do complexo habitacional Várzea Park, em São Martinho, viveram, esta madrugada, mais um constrangimento. Entre as 2 e 3 horas deste sábado as garagens do prédio tinham água nas paredes, correndo o risco de ficar inundadas.
Segundo uma moradora contactaram o piquete e o administrador do condomínio, mas não obtiveram qualquer resposta.
No local estiveram os Bombeiros Sapadores do Funchal.
Enquanto as paredes da garagens encontravam-se repletas de água, os moradores não tinham "nem um pingo" nas torneiras.
Como o DIÁRIO tem vindo a noticiar ao longo da semana, os residentes deste prédio têm ficado constantemente sem acesso a este bem essencial.
A autarquia do Funchal informou ontem que o piquete das águas tinha se deslocado ao edifício, na sequência das sucessivas faltas de água, no entanto esclarece que não tem qualquer tipo de responsabilidade nesta ocorrência.
O condomínio atribuiu a a situação a actos de vandalismos e sabotagem.
Administrador do condomínio diz ter sido ameaçado de morte
Num e-mail enviado ontem ao condóminos, que o DIÁRIO teve acesso, é explicado pelo Condomínio do Várzea Park que a administração foi impedida de realizar o seu trabalho de reposição de água visto ter sido alvo de ameaças de morte.
"O administrador foi obrigado a se retirar de forma forçada, e salvaguardar a sua integridade física, visto ter sido ameaçado de morte por um morador, que usou um pé de cabra e perseguiu o administrador, acontecendo pelas 21h50", lê-se.
Inaugurado em 2007, o Várzea Park é o maior complexo de habitação privado da Madeira, com 271 fogos.

