Miguel Albuquerque afirmou que a
Câmara Municipal do Funchal vai continuar a colaborar com o Governo Regional em
projecto estruturantes, como é o caso daqueles ligados à habitação pública. “Nós
na cidade do Funchal não construímos guetos para entregar às pessoas”, disse o
presidente do Governo Regional.

Está a decorrer, na Sala da Assembleia
Municipal do Funchal, a sessão solene comemorativa do 517.º aniversário da
cidade do Funchal. O presidente do Governo Regional pediu uma salva de palmas
para Cristina Pedra pelo trabalho que foi feito ao longo do mandato.

Albuquerque assumiu que o rácio
da habitação pública na Madeira é o dobro quando comparado com o continente. A
zona central da cidade deverá ser alvo preferencial do investimento em
habitação pública. O governante diz que quer criar um mercado de arrendamento e
alienação de habitação pública, significando que a habitação apoiada pelo
Estado, Região ou Câmaras não pode entrar no mercado normal.

O presidente do Governo Regional afirmou
que a mobilidade é outro dos problemas, mas que o novo atravessamento horizontal
da cidade ira “modificar e descongestionar” toda a cidade do Funchal. A ligação
entre as Quebradas/Lazareto e Caniço será feito em túneis, tirando pressão à
via rápida. Numa primeira fase, entre as Quebradas e o Lazareto, já está em andamento,
tratando-se de cinco quilómetros. A ligação entre o Lazareto e o Caniço terá
oito quilómetros.

A ligação dos Lombos do Funchal também será uma realidade.

Até ao final de 2026 será lançado o concurso para a nova sala de espectáculos da Madeira, junto ao porto do Funchal.

A escola Ângelo Augusto da Silva também está a ser alvo de melhorias.

"Se não tomamos decisões, vamos ser ultrapassados", disse Miguel Albuquerque, referindo-se a questões relativas ao alojamento, nomeadamente em termos de arrendamento e urbanismo.