Através de um comunicado de imprensa enviado às redacções, o Partido Socialista diz que foi "com enorme pesar e consternação" que recebeu a notícia da morte de Emanuel Jardim Fernandes, ex-presidente do partido e antigo deputado aos parlamentos regional, nacional e europeu.
Advogado de profissão,
desde cedo Emanuel Jardim Fernandes começou a se destacar como um dos
principais rostos do então recentemente criado PS-Madeira, tendo sido deputado
ao Parlamento regional logo na primeira legislatura, em 1976. Um lugar que veio a ocupar repetidamente durante várias legislaturas, "assumindo-se
como uma das grandes vozes da oposição na Região, com um histórico de luta pela
justiça social e melhores condições de vida para os madeirenses, mas também
como um acérrimo defensor dos valores da Liberdade e da Democracia."
"A forma determinada
como sempre pugnou pela defesa destes princípios levou-o à presidência do
PS-Madeira. Em 1980, foi eleito secretário coordenador (o equivalente ao atual
cargo de presidente) da Federação Regional da Madeira, tendo liderado o partido
até 1993, cargo que voltou a ocupar em 1996", refere.
O seu compromisso com a
Madeira e os madeirenses foi assumido também fora de portas, tendo sido
deputado à Assembleia da República por duas vezes, entre 1983 e 1985 e entre
1991 e 1995, mas também deputado ao Parlamento Europeu, entre 2004 e 2009.
Paulo Cafôfo,
presidente do PS-Madeira, salienta a forma séria e empenhada como Emanuel
Jardim Fernandes sempre se entregou às causas em que acreditava, o seu sentido
humanista e o enorme e importante contributo que deu para algumas das grandes
conquistas alcançadas pela Região, factos que levaram a que, em 2001, tenha
sido agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
"Figura carismática,
exemplo do inconformismo na luta contra o regime e os interesses instalados,
Emanuel Jardim Fernandes acaba por ficar indelevelmente ligado à história do
PS-Madeira, tendo, inclusivamente, sido reconhecido como Presidente Honorário
do Partido", lê-se ainda.
“A sua partida deixa em
todos os socialistas um sentimento de luto e orfandade, mas também de gratidão
pelo seu histórico de luta e de entrega”, afirma Paulo Cafôfo, considerando que
“parte um dos Grandes da vida política, social e empresarial da Região, cujo
legado nos cumpre a todos reconhecer e agradecer”.
"Aos seus familiares e amigos, mas também a todos os
socialistas, o PS-Madeira endereça as mais sentidas condolências", remata.
