O multimilionário Elon Musk, antigo aliado próximo do Presidente
norte-americano, Donald Trump, com quem se desentendeu recentemente, anunciou
no sábado a criação da sua formação política, o "Partido da América".

"Hoje, o Partido da América foi criado para vos devolver a
liberdade", escreveu na sua rede social X (antigo Twitter).

Mantendo-se firme contra o projeto de lei orçamental do Presidente
dos Estados Unidos da América, que acusa de aumentar a dívida pública, Musk
tinha prometido lançar o seu próprio partido político caso o projeto fosse
aprovado.

Natural da África do Sul, Elon Musk não poderá concorrer em
futuras eleições presidenciais, uma vez que os candidatos têm de ter nascido
nos Estados Unidos.

O empresário lançou uma sondagem sobre a criação da nova formação
política na sua rede social na sexta-feira, dia do feriado nacional americano e
da promulgação com grande alarido da "grande e linda lei", como foi
apelidada por Donald Trump.

"Numa proporção de dois para um, quer um novo partido
político, e tê-lo-á!", afirmou o magnata da tecnologia, uma vez que 65%
dos cerca de 1,2 milhões de eleitores responderam "sim" à pergunta se
queriam que o "Partido da América" visse a luz do dia.

"Quando se trata de arruinar o nosso país através do
desperdício e da corrupção, vivemos num sistema de partido único, não numa
democracia", continuou Musk.

Antigo aliado próximo de Donald Trump, cuja campanha financiou
durante as eleições presidenciais de 2024, Musk foi encarregado de cortar nas
despesas federais com o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla
em inglês), antes de os dois multimilionários se terem desentendido de forma
pública e polémica em maio.