Pelo terceiro dia consecutivo, as
lojas dos CTT na Madeira estão impedidas de proceder ao reembolso do Subsídio
Social de Mobilidade aos cidadãos residentes que tenham realizado viagens entre
a Madeira e o continente ou os Açores. Ainda assim, a empresa prestadora do
serviço garante que “nenhum cidadão ficará prejudicado”.
Nas justificações dadas pelos
CTT, desde segunda-feira, têm sido apontadas anomalias nos sistemas
informáticos internos, mas também, pelo menos desde ontem, constrangimentos na ligação
ao portal da Autoridade Tributária, ferramenta fundamental para validação dos dados
do contribuinte.
Perante este arrastar da
situação, hoje, algumas pessoas que tentavam, pelo terceiro dia consecutivo, reaver
o dinheiro que tinham pago acima do limite definido para o efeito, junto de um
dos balcões dos CTT da Avenida Zarco, mostravam alguma preocupação pelo facto
de terminar, esta quarta-feira, o prazo de 90 dias após a realização da viagem
(a última, quando se trate de circuitos de ida e volta).
O DIÁRIO voltou a contactar os CTT
no sentido de esclarecer esta situação, bem como perceber qual a previsão para
resolução do problema. A assessoria de imprensa, além de dar conta de que “nenhum
cidadão ficará prejudicado”, esclarecendo que “devido a esta indisponibilidade
do sistema, será garantido o pagamento dos reembolsos atrasados”.
Sobre a resolução do problema, os
CTT admitem que “continuam a registar constrangimentos no acesso à plataforma
da Autoridade Tributária”, adiantando que “as duas entidades estão a trabalhar
para a resolução da situação com a maior brevidade possível”.
Por enquanto, todas as lojas dos
CTT na Madeira estão impossibilidades de avançar com o processamento dos
reembolsos do Subsídio Social de Mobilidade.
