O deputado Francisco Gomes, eleito pelo
Chega para a Assembleia da República, considera que os resultados das eleições
legislativas conferem ao PSD legitimidade para formar governo e assumir a
condução da vida política nacional. Contudo, entende que o CHEGA também deve
ser reconhecido como a força que representa, "de forma mais firme e coerente",
a oposição ao futuro governo.

As eleições também deixaram claro que os
portugueses confiam no CHEGA para fiscalizar e apresentar alternativas.
Cabe-nos liderar a oposição e ser a voz firme daqueles que andam, há cinquenta anos, a ser espezinhados pelo sistema
— Francisco Gomes, deputado do Chega na Assembleia da República

Para Francisco Gomes, o Chega deve
continuar a dar expressão às prioridades que estiveram no centro da sua
campanha e que reflectem, na sua opinião, as exigências mais prementes do país.
Entre essas, destaca o combate à imigração "descontrolada", a luta contra a subsidiodependência,
o aprofundamento da autonomia, a valorização das Forças Armadas e das Forças de
Segurança, o combate ao enriquecimento ilícito, a reforma da Justiça e mais dignidade
para pensionistas, famílias e antigos combatentes.

"Não vamos abdicar dos nossos
princípios. O país precisa de reformas estruturais e de uma oposição forte, que
diga o que tem de ser dito e salve Portugal da espiral de pobreza e desordem
para a qual foi lançado por décadas de governação do PS e PSD", sublinhou.

O deputado afirma, ainda, que o seu partido está disponível para entendimentos alargados que sirvam o interesse nacional e
promovam transformações reais no país. Contudo, diz que tais entendimentos não
virão a qualquer custo e deixa um alerta sobre a natureza do actual quadro
político.

"Vamos formar um governo-sombra, com
soluções e com uma equipa preparada para governar Portugal, se assim for
necessário. Não confiamos no PSD para concretizar as reformas que o país
precisa e sabemos que irá procurar refúgio nos braços do PS, pois são duas
faces da mesma moeda. Em breve isso será ainda mais óbvio", finalizou.