O deputado madeirense Francisco Gomes, eleito pelo Chega Madeira à Assembleia da República, criticou este domingo, 29 de Junho, a actuação do Estado na protecção das forças de segurança na sequência do esfaqueamento brutal de um agente da PSP durante o arraial de São Pedro na Ribeira Brava na última madrugada.

Em nota emitida, o parlamentar considera que o episódio de violência é um “sinal de decadência gravíssimo”, considerando que "um Estado que não protege quem nos protege torna-se cúmplice pela indiferença".

Francisco Gomes entende que as agressões a agentes da autoridade já não podem ser vistas como casos isolados, mas sim como parte de um fenómeno de “descontrolo social” e de “descredibilização institucional”.

Há anos que denunciamos esta onda de
violência e vemos cada agressão como um pedido de socorro das nossas forças de
segurança. O Estado responde com discursos vazios, pois, na realidade, nada
muda. É vergonhoso e revoltante!
— Francisco Gomes

O parlamentar critica o que considera ser uma “profunda falta de compromisso” do poder político com a autoridade do Estado, apontando a escassez de efetivos, a alegada insuficiência de meios e a falta de protecção legal eficaz para os agentes. Para o representante do Chega, a situação "alimenta a percepção de impunidade entre os delinquentes e conduz à multiplicação de casos de violência contra quem serve o país".

Se o Estado continuar a tratar polícias
como descartáveis, o crime sentirá que tem carta branca. Nós não aceitaremos
isso. Quem toca num agente, toca na República – e tem de sentir o peso máximo
da lei, sem qualquer complacência.
— Francisco Gomes