Apesar dos esforços do Governo Regional e da empresa pública Horários do Funchal, S.A. (HF), o Sindicato Nacional dos Motoristas e Outros Trabalhadores (SNMOT) recusou desconvocar a greve em curso, inviabilizando assim qualquer avanço nas negociações com vista à valorização das condições laborais dos motoristas da empresa.
Ao contrário do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Atividades Metalúrgicas da Madeira (STRAMM), que esta segunda-feira, 23 de Junho, chegou a um acordo com a HF prevendo um aumento salarial de 20 euros com efeitos retroactivos a Janeiro de 2025 (acréscimo global de cerca de 6%), o SNMOT optou por manter a paralisação e não se sentar à mesa das negociações.
Infelizmente,
o diálogo com o SNMOT ficou sem efeito, uma vez que este sindicato recusou-se a
desconvocar a greve e a sentar-se à mesa das negociações, para além de
emitir um comunicado público a referir que iria "ignorar o Governo da
Região da Madeira". Salienta-se que a HF, esteve sempre
disponível para negociar tendo como condição a do sindicato desconvocar a
greve, uma vez que se recusa a negociar sob pressão.
A Secretaria Regional de Equipamentos e Infra-estruturas afirma que, relativamente
aos operadores interurbanos (a CAM e a SIGA Rodoeste), "o processo negocial
encontra-se ainda em curso", sob coordenação da ACIF, entidade responsável pelas
negociações com os sindicatos representativos dos trabalhadores destas
empresas.
"O Governo
Regional da Madeira e a empresa Horários do Funchal, S.A. sublinham a sua
disponibilidade contínua para o diálogo com todos os parceiros sociais,
reforçando o compromisso com a valorização dos trabalhadores e a garantia da
prestação de um serviço público de transportes eficiente e estável", pode ler-se no comunicado, onde é também deixado um apelo à compreensão dos utilizadores dos transportes públicos colectivos de passageiros.
Sobre o entendimento alcançado na segunda-feira com o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Atividades Metalúrgicas da Madeira (STRAMM), o Governo Regional, através da Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas, esclarece que o compromisso
firmado entre o STRAMM e a HF "prevê um aumento salarial de 20 euros no
vencimento base, com efeitos retroactivos a 1 de Janeiro de 2025, abrangendo não
só os trabalhadores filiados neste sindicato como também os trabalhadores não sindicalizados.
Este aumento soma-se ao já aplicado no início do ano ao abrigo do Acordo de
Empresa com este sindicato, resultando num acréscimo global de aproximadamente
6% (+ 65 euros) no vencimento base mensal, valor que ultrapassa largamente a
inflação prevista pelo Banco de Portugal (2,3%)".

