Desgaste profissional docente e falta de professores são duas das matérias que, nos últimos anos, têm afetado a vida das escolas, em geral, e dos docentes, em particular. Embora as duas estejam mais interligadas do que se possa pensar numa análise superficial, hoje, falarei essencialmente da segunda.

É óbvio que quase todos concordamos que estamos a viver um período em que há uma clara falta de professores nas escolas de todo o país, a que a RAM não é imune. Há alguns anos, já o Sindicato dos Professores da Madeira falava deste problema, mas a reação de governantes e direções das escolas era mais de negação do que de concordância. O problema agudizou-se, pelo que se torna mais natural o reconhecimento do problema, como fez o Sr. Secretário de Educação, na edição do DN, no passado dia 16, quando não só reconheceu a existência de grupos disciplinares mais carenciados, mas também a tendência para o seu agravamento, o que exige medidas estruturais. Também as direções das escolas reconhecem que este problema é sério e merece tratamento adequado.