O secretário regional das Finanças apontou a instabilidade política e a
aprovação do Orçamento anterior em duodécimos
como factores que condicionaram o documento
agora apresentado.
“Este orçamento poderia ter verbas superiores, não fossem
os constrangimentos políticos e burocráticos que afectaram decisões de
investimento”, afirmou Duarte Freitas, sublinhando que a proposta visa devolver a normalidade à administração pública
e à governação.
Neste que é o primeiro orçamento do actual
Executivo, resultante de uma coligação entre PSD e CDS, o governante
garantiu que o documento incorpora os compromissos
assumidos com o eleitorado, recusando atribuir medidas a
partidos específicos.
“Temos um mandato claro para governar. Este orçamento
resulta do trabalho conjunto do Executivo e reflecte as prioridades assumidas
com a população da Madeira e do Porto Santo”, reforçou.
Confrontado pelo DIÁRIO quanto
à eventual inclusão de propostas concretas do CDS
na proposta orçamental, Duarte Freitas manteve a tónica da resposta: “O Governo
tem um acordo de sustentação parlamentar. Não vou particularizar propostas de
um ou de outro partido. Esta é uma proposta de orçamento que resulta do
trabalho deste Executivo, que representa ambas as forças políticas.”
