O eurodeputado
Sérgio Gonçalves reuniu-se esta terça-feira com representantes da Walt Disney
em Estrasburgo, para debater o trabalho em curso na Comissão dos Transportes e
do Turismo (TRAN) do Parlamento Europeu.

A delegação da
Disney foi liderada por Thomas Spiller, vice-presidente para as políticas
públicas globais, acompanhado pela diretora executiva Federica Rampulla. A
multinacional americana destacou o investimento crescente da empresa no setor
dos cruzeiros, numa altura em que está a construir quatro novos navios em
estaleiros alemães, num investimento aproximado de 10 mil milhões de euros. A
empresa reforçou o seu compromisso com a indústria naval europeia e sublinhou
que todos os seus navios são produzidos na Europa.

No entanto, a
escassez de combustíveis verdes nos portos europeus é considerada um fator de
risco para estes investimentos. “Queremos fazer esta transição, a tecnologia
existe, os navios estão prontos, mas os portos ainda não oferecem essas
alternativas”, pedindo mais celeridade em alinhar a gestão portuária europeia
com os objectivos de neutralidade carbónica.

Sérgio
Gonçalves salientou que esse é um tema em aberto no Parlamento Europeu. “Em
breve será debatida a Estratégia Europeia para os Portos, que irá incidir sobre
este e outros temas relevantes, com o objetivo de criar uma visão coordenada e
integrada para permitir acelerar a descarbonização do setor e criar mais
empregos verdes nas regiões costeiras”.

O eurodeputado
madeirense recordou ainda o exemplo de Malta, onde esteve em missão no mês
passado, e "onde já existem infraestruturas para ligação elétrica em terra que
permitem aos navios desligarem os motores enquanto estão atracados, reduzindo
significativamente as emissões em zonas urbanas portuárias".

A Disney indicou ainda que os próximos navios
serão de dimensões mais reduzidas, permitindo aceder a destinos menos saturados
e mais adequados à experiência personalizada que os seus clientes procuram.
Esta mudança, referiram, responde tanto a "preocupações ambientais da empresa
como à procura por parte dos passageiros de itinerários alternativos a grandes
centros turísticos demasiado congestionados".