Paulo Jardim alertou para as consequências
da desinformação, falta de informação e do conceito de “estou a borrifar-me”
para a sociedade, A verificação de factos é importante para toda a sociedade e
não apenas para os jornalistas. O fenómeno das redes sociais possibilita que se
influenciem outras pessoas com informações falsas.
Está a decorrer, no Colégio dos
Jesuítas, o colóquio internacional ‘A luta regional e local contra a
desinformação na era da globalização e da pós-verdade’, um evento organizado
pela Universidade da Madeira, através do Departamento de Línguas, Literaturas e
Culturas da Faculdade de Artes e Humanidades, com a colaboração da Universidade
de Vigo. Paulo Jardim, responsável da área da informação da RTP-Madeira, aborda
o tema ‘Desinformação vs. Falta de informação vs. Estou-me a borrifar’.
Numa apresentação em jeito mais
descontraído, o responsável pela informação pela RTP-Madeira, deu conta das
diferenças entre desinformação, falta de informação e “estou-me a borrifar”.
Paulo Jardim lembrou que, ao contrário
dos restantes cidadãos, os jornalistas têm responsabilidades. Ao contrário das “pessoas
singulares”, é-lhes exigido rigor.
O responsável pela informação da RTP-M apontou ainda um outro desafio a que chamou de “assessorite”. Falava
mais concretamente dos assessores que prestam serviço, por exemplo, no Governo
Regional. Está assim criada uma dificuldade para os jornalistas, que ficam à
mercê da informação que é enviada pelos assessores. A este desafio junta-se o facto de que existe o 'esvaziamento' das redacções.
“Acho que temos percorrido um
caminho perigos”, disse Paulo Jardim, apelando a que exista uma reflexão sobre
se se justifica sacrificar as perguntas pela comodidade de ter o material para
preencher o papel, a antena, o noticiário…
