A coligação ‘Confiança’ alertou,
esta quinta-feira, na habitual reunião de Câmara, para os problemas que afectam
as redes de águas residuais e pluviais da cidade do Funchal, dando nota da
saturação que as mesmas têm evidenciado na sequência das intensas chuvas que
têm caído.
Em comunicado enviado às redacções,
os vereadores da oposição falam em “falhas estruturais graves” nas referidas
redes. Miguel Silva Gouveia diz mesmo que “as inundações, os alagamentos e os
constrangimentos sentidos em vários pontos do Funchal, são reflexo não só da
inexistência de segregação das águas pluviais, mas também da saturação das
nossas redes de drenagem, que não têm capacidade para lidar com eventos
meteorológicos mais intensos”, enfatizando que “esta realidade exige um
investimento urgente e estratégico na modernização e ampliação destas
infra-estruturas básicas”.
O crescimento urbano também não
foi ignorado, sobretudo no que respeito ao sector ocidental da cidade. “É
imperativo que o crescimento do Funchal não aconteça à custa da qualidade de
vida de quem cá vive. O planeamento tem de ser feito com responsabilidade,
prevendo a capacidade das infra-estruturas básicas, como redes de água,
saneamento e pluviais”, defendeu o vereador.
Um dos exemplos apontados pela ‘Confiança’
diz respeito às redes que águas residuais na zona Oeste do Funchal, que “continuam
por ligar à Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Câmara de Lobos,
contrariando o que estava previsto no projecto desenvolvido e lançado pelo
anterior executivo”, podemos ler no comunicado
A mesma nota relembra a
empreitada de valor superior a dois milhões de euros que dizem ter sido lançada,
em 2018, pelo executivo da ‘Confiança’, que previa a construção da Estação
Elevatória de Águas Residuais (ETAR) dos Socorridos e sistema de drenagem, bem
como a reversibilidade das Elevatórias do Areeiro e da Praia Formosa.
“Mesmo recebendo o trabalho todo
feito, é inadmissível que, passados quase dois anos após a conclusão da
empreitada que lançámos, essa ligação continue a não estar operacional, sem que
existam fundamentos técnicos para a situação. A cidade não pode continuar a
esperar”, reforçou Miguel Silva Gouveia.
“A inércia do actual executivo na
resolução deste impasse político” é também associada ao intenso crescimento
habitacional e à construção do novo hospital, cujas águas residuais deverão ser
encaminhadas para a referida ETAR. “Esta é uma área onde estão a ser
construídos muitos apartamentos e onde vai nascer uma grande infra-estrutura de
saúde. Isto vai colocar uma pressão acrescida numa rede que já se encontra
saturada”, advertiu.
Perante todas as situações apontadas, a ‘Confiança’ exige
que o problema da ligação das redes à ETAR em Câmara de Lobos sejam “ultrapassados
com urgência”.
