
Todos os anos, com a habitual divulgação dos rankings das escolas, baseados nos resultados dos exames nacionais, reacende-se o debate sobre mérito, equidade e qualidade na educação. A excessiva valorização destes rankings e a forma como se classificam as escolas acabam por funcionar mais como propaganda do que como uma representação fiel da realidade educativa e da qualidade das aprendizagens. Estes rankings não refletem todo o trabalho nem o compromisso de professores e técnicos especializados, que atuam em contextos sociais, económicos e culturais tão distintos e, muitas vezes, bastante complexos.
A avaliação é fundamental para aferir as aprendizagens e o progresso do sistema educativo. Embora reconheça que os rankings dos exames possam representar um indicador a ter em conta neste processo, avaliam, todavia, muito pouco e não são suficientes para definir se uma escola é boa ou má. São apenas uma parte de um retrato muito mais profundo e torna-se demasiado injusto quando nos apercebemos das tentativas de desvalorizar a outra realidade que vive para além destas classificações.