Os cidadãos portugueses que, como eu, viveram a sua infância
e toda a adolescência num universo de ditadura onde as liberdades democráticas
como a de expressão não existiam, têm a responsabilidade cívica de recordar
isso e de transmitir, com o seu exemplo e o seu conselho, a todos os que lhes
sucederam e não testemunharam essa realidade, que votar em todas as eleições
previstas na nossa Constituição é o nosso primeiro ato cívico responsável.