O Município da Ribeira
Brava assinalou, hoje, o Dia Internacional da Mulher através de um encontro que
juntou mulheres dos vários quadrantes da sociedade para falar sobre os desafios
que enfrentam actualmente, numa altura em que têm de conciliar a vida pessoal,
familiar e profissional.
Jorge Santos, presidente
interino da Câmara Municipal, abriu a sessão reconhecendo a força e a
resiliência das mulheres ribeira-bravenses. "São mães, educadoras,
profissionais, líderes e inovadoras. São as que constroem pontes entre
gerações, as que sustentam lares e impulsionam comunidades e são aquelas que,
mesmo diante de desafios, nunca deixam de avançar", destacou, salientando que o
Dia da Mulher não é apenas uma celebração do que já foi alcançado, mas "uma
renovação do compromisso de garantir que todas as mulheres possam viver com
dignidade, igualdade e oportunidades".
Segundo os Censos 2021,
na Ribeira Brava 15% das mulheres atingiram o ensino superior e mais de 30%
completaram o ensino secundário ou pós-secundário. Contudo, ainda há uma parte
significativa da população feminina que não teve acesso a oportunidades
educativas plenas. Daí que seja importante "continuar a criar oportunidades
para que mais mulheres possam estudar, inovar e contribuir com o seu talento
para o desenvolvimento do nosso concelho e do nosso país", tendo deixado a
garantia de trabalhar para que nenhuma mulher precise escolher entre ser mãe,
profissional, estudante ou líder, tendo acesso à educação, ao trabalho digno e
à proteção contra qualquer forma de violência ou discriminação.
"Também sou daqueles que
considera que o Dia da Mulher serve para acender a esperança no futuro, onde
todas as meninas crescem sabendo que podem ser o que quiserem", frisou o
autarca, prometendo "continuar a lutar por um concelho que valoriza a mulher pelo
que ela é: essencial, indispensável e transformadora".
Em representação do
Governo Regional esteve a directora regional da Cidadania e dos Assuntos
Sociais, Graça Moniz, que salientou as múltiplas tarefas impostas diariamente às
mulheres, sendo necessário um equilíbrio de todos os papéis para que seja
saudável e feliz.
"Podemos agir
reconhecendo as suas conquistas, combatendo as injustiças, o preconceito e a
discriminação. Podemos agir com gestos de apoio, solidariedade, gratidão,
reconhecimento e políticas de igualdade e de oportunidade", sem esquecer que "a
igualdade de género é uma questão de direitos humanos, de desenvolvimento
sustentável e de bem-estar coletivo, sendo tão somente a igualdade de
oportunidades".
O encontro contou ainda
com as intervenções de duas empresárias ribeira-bravenses, Aldina Maltez e
Orlanda Filipe, bem como de Marisa Santos, da Associação Adoro.Ser.Mulher,
Mariana Bettencourt, directora de Serviços de Igualdade e Cidadania, e Lígia
Capontes, presidente da Comissão Regional para a Igualdade no Trabalho e no
Emprego.
