A
infecção por HPV é uma infecção viral frequente, transmitida por via sexual,
principalmente por contacto directo com uma pessoa infectada. É o principal
agente responsável por infecções genitais em homens e mulheres em todo o mundo,
afectando directamente 4 em cada 5 pessoas, revela a Direcção Regional da Saúde.
Alerta que "embora a maioria das pessoas nunca
apresente sintomas, o vírus pode causar seis formas conhecidas de cancro,
incluindo o cancro do colo do útero (CCU)".
Diz ainda que "quase todas as pessoas sexualmente activas serão infetadas em algum momento das
suas vidas, geralmente sem sintomas" e que "o HPV pode afectar a pele, a área genital e
a garganta. Cerca de 80% das infecções resolvem-se espontaneamente, mas uma
pequena percentagem pode persistir e evoluir para cancro".
De acordo com as estimativas da OMS para 2022, todos os anos, na região
europeia, cerca de 60 mil mulheres são diagnosticadas com cancro do colo do
útero e mais de 32 mil morrem devido a esta doença evitável. O CCU é o segundo
cancro mais comum, a seguir ao cancro da mama, e uma das principais causas de
mortalidade global entre mulheres com idades entre os 15 e os 44 anos na União
Europeia (UE). Em Portugal, segundo dados de 2020, o CCU é o 3º cancro mais
comum nas mulheres com menos de 50 anos, com 865 casos notificados e 379
mortes. Na RAM em 2023, segundo o Registo Oncológico, foram diagnosticados 12
casos de CCU".
Todos os anos, no dia 4 de Março, é assinalado o Dia Internacional de
Consciencialização sobre o HPV, uma iniciativa da Sociedade Internacional do
Papilomavírus (IPVS) que destaca a importância da prevenção, do diagnóstico e
do tratamento precoce.
A Direcção Regional da Saúde reforça "a sensibilização sobre as estratégias chave
de prevenção do cancro do colo do útero, particularmente em 4 áreas: (1) a
relação entre o cancro e o HPV, (2) a vacinação contra o HPV, (3) o rastreio
através do teste para deteção de HPV e (4) outros comportamentos preventivos do
cancro do colo do útero, medidas essenciais para reduzir a incidência das
doenças relacionadas ao HPV e salvar vidas".
Prevenção, vacinação e rastreio para deteção do HPV
• Vacinação: Aos 10 anos, são administradas 2 doses da vacina
do HPV, disponível para raparigas e rapazes. Esta é uma forma eficaz de
prevenção contra o HPV e as suas complicações. Segundo dados do Relatório de
Avaliação 2023 referente ao Plano Regional de Vacinação (DRS, 2024), a
cobertura vacinal contra o HPV, no sexo feminino e masculino, particularmente
no que respeita ao esquema cumprido, ultrapassam a meta estabelecida,
encontrando-se já entre os 90 e os 98%.
• Rastreio: Teste para deteção do HPV para todas as mulheres
assintomáticas com idade entre os 30 e 69 anos, realizado nos Centros de Saúde
da RAM. O rastreio cervical deteta o cancro e lesões pré-cancerosas do colo do
útero, permitindo um tratamento eficaz.
• Uso de preservativo: Reduz a probabilidade de transmissão
do HPV.
• Não fumar ou parar de fumar: Reduz a probabilidade de
desenvolver infeção persistente por HPV.
A DRS
realça que "a vacinação e o rastreio salvam vidas".
