Ministra da Cultura e Representante
da República para a Madeira mostram-se confiantes na execução da empreitada de
recuperação do Palácio de São Lourenço. Tal como o DIÁRIO noticiou na sua
edição impressa de 21 de Março, está a decorrer um concurso público e o prazo
para a entrega de propostas termina a 29 deste mês. Trata-se de um projecto ao
abrigo do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). “Peço às
empresas de construção civil que concorram, porque é muito importante não só
pelo facto de termos prazos muitos curtos a cumprir no âmbito do PRR, mas
sobretudo por ser uma obra emblemática da Região”, disse Ireneu Barreto, esta
quarta-feira, à margem da 1.ª Bienal de Arte e Design do Funchal.
“É mais de que uma manutenção, é
uma recuperação, pois estamos numa situação crítica”, esclarece Ireneu Barreto.
“O Palácio está atacado por aquilo que se chama formiga-branca e temos dificuldade
em sustentar toda a estrutura do teto do Palácio”, acrescenta o Representante
da República para a Madeira. A maior intervenção será, precisamente, na
cobertura do Palácio de São Lourenço, juntando-se um projecto ao nível das acessibilidades
para pessoas com deficiência e outro para solucionar pequenos problemas. A obra
principal terá um custo de 1,1 milhões de euros – já com o concurso a decorrer –
mas com os outros dois projectos o total chegará aos 1,8 milhões previstos nos
projectos PRR.
“Um dos projectos está
relacionado com acessibilidades, para que as pessoas com deficiência tenham
acesso ao Palácio através de uma rampa de acesso, mas também um elevador”,
explica.
A ministra da Cultura, Dalila
Rodrigues, também mostrou satisfação por ver a execução deste projecto ao
abrigo do PRR, destacando, na sua visita à Madeira, que “o processo está em
andamento”.
