A Comissão Política Regional do CDS-PP esteve reunida esta tarde, tendo sido aprovado por unanimidade o acordo de incidência parlamentar e governativo com o PSD.

“O acordo salvaguarda as posições políticas programadas do CDS e garante ao partido uma presença no parlamento e no governo. O acordo interpreta a vontade manifestada pelo povo nas
eleições de ter estabilidade política e um governo para quatro anos.”, disse José Manuel Rodrigues.

Na ocasião, o líder do CDS-PP Madeira referiu que através deste acordo o Partido Social Democrata o seu partido "volta a mostrar o seu sentido de responsabilidade
assegurando uma maioria parlamentar para a aprovação do programa do governo, os
orçamentos e os planos de investimento e das reformas políticas, económicas e
sociais necessárias ao desenvolvimento da Região".

Relativamente ao que o acordo contempla, Rodrigues explica que apresenta uma revisão "urgente" da Constituição, que permita ampliar "os poderes das autarquias, a necessidade de rever a Lei das
Finanças das regiões autónomas obrigando o Estado a cumprir o princípio da
continuidade territorial, designadamente em termos da cobertura dos custos de insularidade
e também a criação de um sistema fiscal na região autónoma."

O acordo estabelece, ainda, como prioridades "a reforma do sistema político, a revisão da lei eleitoral e
uma nova lei de compatibilidades para os detentores de cargos públicos regionais".

Este acordo assenta no programa do PSD, sufragado pelos
eleitores, complementado com o programa do CDS, apresentado à população e visa “mais
crescimento económico com mais justiça social, a valorização dos salários e a
redução dos impostos, a recuperação do poder de compra da classe média e o
combate à pobreza, uma melhor protecção dos idosos e a abertura de mais oportunidades
para os mais novos," disse, em declarações aos jornalistas.

Foi ainda aprovada uma lista conjunta para as legislativas nacionais de 18 de Maio. A Comissão Política Regional aprovou esta aliança democrática PSD-CDS também por unanimidade.

Questionado sobre quais as medidas do programa do CDS que vão integrar o programa do Governo, o líder político afiança que "todas as medidas do CDS estarão incluídas no programa do
governo" e que "mais de 95% das propostas do CDS do manifesto eleitoral estarão
incluídas nos futuros orçamentos".