O CDS/PP Madeira volta a ser uma das peças decisivas na constituição
de uma maioria mais à direita no parlamento madeirense. Ao eleger apenas um
deputado, menos um do que até agora, os centristas podem perder algum poder negocial,
mas isso não desanima José Manuel Rodrigues.
O único deputado centrista eleito diz mesmo que lugares ou cargos
não têm relevo neste momento, colocando como prioridade o garantir que algumas
das propostas do CDS/PP são considerados no programa de governo social-democrata,
garantindo que os madeirenses têm melhor qualidade de vida.
Nas declarações que encerram a noite eleitoral centrista, o
seu líder apontou que vai reunir os órgãos do partido nos próximos dias, para
assim poder decidir que posição assumir ou escolhas fazer, notando, contudo,
que os madeirenses podem contar com “mais estabilidade política”. Essa foi
mesmo a única garantia que deu aos jornalistas.
Perante estes resultados eleitorais, sabendo nós que não houve maioria absoluta de um só partido, o PSD, o CDS reunirá, nos próximos dias, os seus órgãos, para reflectir sobre os resultados eleitorais e tomar posição sobre os mesmos.
José Manuel Rodrigues não escondeu os pouco mais de mil votos que o partido perdeu, ainda assim, preferiu destacar a subida alcançada em concelhos como Ponta do Sol ou São Vicente.
O CDS/PP alcançou 4.288 votos, menos 1.096 do que em Maio do ano passado. Os 3% das preferências dos madeirenses permitiu ao partido eleger um deputado, com o líder dos centristas a apontar-se como elemento da estabilidade.
